ESTA FOI POR POUCO!
Um asteróide acaba de fazer uma passagem extremamente próxima da Terra!

A 27 de Setembro, um asteróide passou a menos de 88000 km da Terra, não sabendo
os astrónomos da sua existência até 11 horas depois do sucedido. Felizmente o
asteróide tinha apenas uns escassos metros de largura e não teria causado grande
dano mesmo que nos tivesse atingido em vez de passar a uma distância quatro
vezes menor que a distância à Lua!

Agora chamado 2003 SQ222, foi detectado a 28 de Setembro no telecópio de 60
centímetros do LONEOS (Lowell Observatory Near-Earth-Object Search) em
Flagstaff, no Arizona. Quando foi avistado pela primeira vez estava a mover-se
a uma velocidade de 20º por dia, quase o dobro do movimento da Lua no céu de
noite para noite, um indício que estava bem perto. O cálculo da órbita mostrou
que, 11 horas antes da sua descoberta, o objecto tinha passado a apenas um
quarto da distância da Terra à Lua!

No ponto mais próximo da Terra ao longo da sua órbita movia-se no céu a uma
velocidade de 30º por hora. Admitindo que tinha um albedo semelhante ao dos
asteróides que orbitam perto do nosso planeta, o conhecimento da sua distância e
a análise da variação do seu brilho permitiu calcular o seu tamanho. Chegou-se
à conclusão que mede entre 3 a 6 metros. Se tivesse atingido a Terra, o pequeno
asteróide ter-se-ia detonado inocentemente na atmosfera superior, como acontece
com objectos deste tamanho, uma vez por ano.

Só se conhece a passagem de 10 asteróides dentro da órbita lunar, mas 2003
SQ222 não foi o mais pequeno ou mais próximo registado. Foi, no entanto, o
melhor observado e é provavelmente o mais pequeno asteróide com uma órbita
bem conhecida. Depois de ter sido descoberto pela comunidade científica foi
observado várias vezes, inclusive por amadores, estando agora muito pouco
brilhante para ser detectado, mesmo com os melhores telescópios do mundo.

Com as poucas observações realizadas, os astrónomos podem apenas prever o
movimento orbital deste objecto com uma incerteza ainda elevada. É sabido que
durante a próxima década não se aproximará tanto da Terra como o fez no mês
passado. Contudo, depois desse período poder-se-á aproximar a cerca de 20000 km
da superfície do planeta azul ao realizar o seu percurso de 1,85 anos em torno
do Sol.